Parece que o novo chanceler brasileiro que ficará responsável pelo Itamaraty vai mudar a forma de trabalho no órgão.

Isso porque Ernesto Araújo, que foi indicado ao cargo por Jair Bolsonaro, e vai ocupar a vaga em 2019, prometeu por meio das redes sociais que vai fazer uma limpeza no Itamary.

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Pelo Twitter, o chanceler respondeu a Celso Amorim, um dos seus antecessores no cargo na gestão do PT, que criticou sua nomeação em entrevista ao jornal O Globo.

“Celso Amorim diz que represento um retorno à Idade Média. Não entendi se é crítica ou elogio, mas informo que não retornaremos à Idade Média, pois temos muito a fazer por aqui, a começar por um exame minucioso da ‘política externa ativa e altiva’ em busca de possíveis falcatruas”.

Conheça o caso

Novo chanceler diz que vai fazer 'limpeza" no Itamaraty
Novo chanceler diz que vai fazer ‘limpeza” no Itamaraty (Foto: O Globo)

No último fim de semana, Amorim afirmou que a implementação das ideias de Araújo representaria uma volta à Idade Média.

Celso Amorim foi o chanceler durante todo o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011), período no qual implementou o que chamava de “política externa ativa e altiva”, na qual foram valorizadas as relações com países da região, a África e os emergentes, na política batizada de “Sul-sul”. Pelo que foi informado até o momento, as linhas de política externa de Jair Bolsonaro têm uma orientação diametralmente oposta.

No entorno do presidente eleito, há muitas críticas à politização do Mercosul e à criação de outros foros de contraposição aos Estados Unidos – que, no futuro governo, despontam como principal prioridade.

Há críticas também às operações de financiamento realizadas pelo BNDES a países amigos à época. Elas são alvos da devassa prometida por Bolsonaro nas contas da instituição.

Esse é mais um caso de ministro indicado por Bolsonaro que vem causando uma certa controvérsia no mundo político, seja pelo perfil dos novos comandantes ou pelas polêmicas que eles estão envolvidas.

 

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