Crise na fronteira da Venezuela x Barsil deixa pelo um morto. Maduro é responsável pelo fechamento da fronteira.
Crise na fronteira da Venezuela x Barsil deixa pelo um morto. Maduro é responsável pelo fechamento da fronteira. Foto: Folha – Uol – Ricardo Moraes/Reuters

Na madrugada desta sexta-feira um grupo de indígenas opositores foi atacado por o exército de Nicolás Maduro com o saldo de um morto, perto da fronteira com Brasil, segundo denunciou o presidente interino Juan Guaidó.

O episódio aconteceu na vila venezuelana de Kumarakapacai, perto da cidade de Pacaraima, ao norte de Roraima.

Bloqueio

O grupo de opositores tinha a intenção de evitar o bloqueio da fronteira por parte dos militares venezuelanos e possibilitar assim a chegada da ajuda humanitária desde o Brasil.

Segundo o jornal Washington Post ás 6:30 da manhã um comboio do exército venezuelano que se dirigia à fronteira com Brasil com o objetivo de fecha-la, encontrou em seu caminho a um grupo de civis que se colocaram na frente para evitar o passo deste.

Opositores alvejados por tiros

Os militares atiraram contra os opositores com o saldo de 22 feridos e, segundo o jornal norte-americano, dois mortos: Zorayda Rodrigues de 42 anos e Rolando García, sendo ambos da comunidade indígena pemones.

Juan Guaidó no Twitter

Juan Guaidó escreveu no Twitter “decidam de que lado estão nesta hora decisiva. A todos os militares: entre hoje e amanhã vocês definirão como querem ser lembrados. Já sabemos que estão com o povo, vocês o deixaram muito claro para nós. Amanhã poderão demonstra-lo”.

Juan Guaidó têm se comprometido a garantir o ingresso da ajuda humanitária por via terrestre para este sábado 23.

Confronto também na fronteira da Colômbia

Outro episódio de violência aconteceu caminho da fronteira com Colômbia, quando uma caravana de opositores, entre eles congressistas da Assembleia Nacional, foi atacado por objetos contundentes.

O saldo deixou ferido de gravidade ao motorista do ônibus em que se trasladavam os opositores.

Estados Unidos condena ataques

O Departamento de Estado norte-americano expressou sua condena aos “assassinatos, ataques e centos de detenções arbitrárias”.

No entanto o governo da Rússia denunciou que a ajuda humanitária é “um pretexto para uma intervenção militar”, e responsabilizou diretamente aos Estados Unidos.

O ingresso da ajuda humanitária na Venezuela está previsto para este sábado 23 de fevereiro.

Jornalista: Ignacio Lautaro Pirotta