Confronto na fronteira Brasil-Venezuela deixou uma vítima

Os deputados opositores do estado venezuelano de Bolívar, na fronteira com o Brasil, denunciaram, nesta sexta-feira (22), a morte de uma mulher em um confronto entre as Forças Armadas e uma comunidade indígena que defende a entrada da ajuda humanitária ao país.

O confronto deixou pelo menos 15 feridos por disparos, três deles em estado grave, segundo disseram os parlamentares Américo de Grazia e Ángel Medina no Twitter.

Em declarações à emissora online “VIVOplay”, De Grazia indicou que na manhã de hoje ocorreu “um tiroteio onde há 15 pessoas feridas até agora. Três delas foram transferidos até o hospital de Santa Elena de Uairén (em Bolívar), uma falecida indígena”.

Segundo o parlamentar, os enfrentamentos acontecem desde ontem, dia em que o presidente Nicolás Maduro ordenou o fechamento da fronteira com o Brasil.

A mulher falecida, de nome Zoraida Rodríguez, é uma vendedora de empanadas que estava na área onde ocorreu o enfrentamento, a comunidade de Kumaracupay, enquanto os feridos são todos homens.

Apenas três deles, e devido à gravidade do seu estado, foram transferidos imediatamente a um centro de saúde, pois, segundo De Grazia, não há gasolina nem ambulâncias que possam transferir os demais.

O deputado também declarou que as comunidades indígenas estão “em pé de guerra contra a usurpação” do governo de Maduro, a quem a oposição considera ilegítimo por ter sido reeleito em pleitos tachados como fraudulentos.

Ajuda brasileira

O avião da Força Aérea Brasileira, que transportava 23 toneladas de leite em pó além de 500 kits de primeiros socorros para a Venezuela, chegou a Boa Vista, capital de Roraima. De acordo com o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, o Brasil manterá o planejamento de ajuda humanitária aos venezuelanos.

A decisão vem mesmo após o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciar o fechamento da fronteira. Segundo o porta-voz, a estimativa é fazer chegar à região fronteiriça alimentos e remédios neste sábado (23).

“O planejamento da parte do governo brasileiro permanece o mesmo, estando em condições, a partir do dia 23, sábado, para prover os irmãos venezuelanos dentro do território venezuelano se houver a disponibilidade de meios e motoristas por parte dos venezuelanos liderados pelo Guaidó (Juan Guaidó, presidente interino)”, disse Rêgo Barros.

*Com informações da Agência EFE.