Bolsonaro comenta situação de ministro do Turismo: ‘Deixa as investigações continuarem’
Bolsonaro comenta situação de ministro do Turismo: ‘Deixa as investigações continuarem’

Bolsonaro apenas disse “ai não, deixa as investigações continuarem”, e encerrou a entrevista ao ser questionado se havia algum tipo de constrangimento.

O presidente Jair Bolsonaro evitou comentar as investigações envolvendo seu ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a respeito das candidaturas laranjas.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, ao final de um evento no Palácio do Planalto, Bolsonaro apenas disse “ai não, deixa as investigações continuarem”, e encerrou a entrevista ao ser questionado se havia algum tipo de constrangimento sobre a situação do ministro.

Investigações

O ministro é investigado pelo procurador eleitoral de Minas Gerais, Angelo Giardini de Oliveira, que instaurou procedimento para apurar a campanha do PSL, comandada por Marcelo Álvaro Antônio, pela não contrapartida de 25 mil santinhos da candidata Zuleide Oliveira.

Ela acusa o agora ministro de tê-la convidado para ser laranja na eleição, com pedido de devolução de verba pública. Zuleide garante que se reuniu com Marcelo Álvaro Antonio em seu escritório parlamentar de Belo Horizonte, em 11 de setembro, quando teria sido convidada para ser candidata e a devolver R$ 45 mil dos R$ 60 mil que o PSL repassaria a sua campanha.

Recurso no STF

Nesta quarta-feira (06), o ministro entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal contra uma decisão do ministro Luiz Fux, que negou o pedido para transferir para a Corte as apurações sobre o suposto esquema de uso de candidatos-laranja nas eleições. A decisão de Fux é da semana passada.

A defesa do ministro pede que Fux reconsidere a decisão tomada anteriormente ou que leve o caso para ser julgado no plenário.

Atualmente, a investigação tramita na Justiça de Minas Gerais e apura as irregularidades no repasse de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha pelo PSL a quatro candidatas à Câmara estadual e federal, nas eleições de 2018. Nestes casos, as candidatas tiveram votações pouco expressivas, apesar de terem recebido dinheiro da sigla.

A defesa alega que o ministro deveria ser investigado no Supremo já que os supostos delitos teriam sido cometidos no exercício de seu mandato de deputado federal e em função deste cargo.